terça-feira, 29 de junho de 2010

Resultado ISSOOP Etapa 4

O Dino pediu pra postar a baralhada em cima dele. Foi assim: Flush no flop para dino contra meu top pair no A. empurro mais da metade do pote e dinosaulo volta all in e eu call fazendo um runner runner full house. É nói. Valeu a todos jogadores desse IPN. A galera em prova deu uma baixada no field. Mas o importante é a qualidade...kkkk. foi mal mais uma vez dino. Eu tava tiltadinho. Parabéns ao vitão de Ferpandópolis pela cravada. abraços




Resultados Live

"Se o Dino não ficar ITM, eu nunca mais jogo poker... sério"

Quando recebi esse recado na mesa 2 do torneio 15K Garantido do H2 Clube, sabia que não podia decepcionar o meu camarada... lol! E assim puxei a segunda FT seguida aqui em São Paulo.
Sinceramente fiquei muito feliz com o resultado, um sexto lugar num torneio de buy-in R$350, e field de 49 jogadores, não somente pela FT consecutiva, mas devido ao alto nível técnico do torneio, que contava com inúmeras feras do poker de São Paulo, entre eles finalistas do BSOP como o Runner-Up do BSOP Goiás e finalista do FullTiltPoker 750K Gabriel Goffi, o vencedor do 500K Zahle e líder do brasileiro no SuperPoker Zé Luis, entre outras feras como China, Nuno Cabral, Cinthia Escobar e Luis Noal.
Apesar do field complicado consegui acumular fichas principalmente acelerando mãos fortes. Numa das principais jogadas do meu torneio eu completo o small blind com J2s após limps do cutoff e do botão e vejo o dealer abrir um flush para mim com A3x. Saio disparando 2,3K, algo em torno de 2/5 do pote e tomo calls do cutoff e do botão. O turn é um K vermelho e novamente atiro, dessa vez 5,4K , e escuto all in do cutoff que tinha algo em torno de 25K, um pouco menos que eu. Sonho! O botão larga e eu dou insta call pra ver o jogador apresentar AJ drawing dead. Alavanquei pra pouco mais de 60K e algumas mão depois eliminei o Zé Carlos num flip com 66xAJ. SEGURA 66!!!!
A mesa final foi superturbo, com somente 2 jogadores com espaço pra jogo e o resto short stack. Rolou um acordo e salvamos do oitavo ao décimo também. Na mão derradeira, com blinds em 8/16K e antes de 1K eu empurro 130K com KQ do botão pra ver o big blind apresentar AK e segurar com um A logo no flop. De resto, como não dava pra jogar somente com as cartas, tive que empurrar com mãos fracas pra cima dos malandros, como um re-steal de T8s (lucky hand!) e dois shoves com J6o utg e JTo em mp. A cravada está chegando!!!

Pra quem quer acompanhar os detalhes do torneio, o MeBeliska transmitiu pela internet. Clique e veja a cobertura completa.

E não esqueçam que hoje tem ISSOOP Etapa 4!! Tô querendo cravar, alguém mais quer?
Abraços!!!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Resultados Live! Começou Negadaaa!!

Uhuuuuuuuuuuuuu!!!
Começou mulecada! The New Pro Way of Life!!! Huahuahuahuahuahuahuahua...
Essa semana me mudei pra sampa pra começar a procurar um lugar bacana para me servir de morada e escritório, já que vou trabalhar em casa. Parece que vai rolar um ap bacana na Pamplona, a uma quadra da Paulista.. Tomara que dê certo!

Duas semanas atrás, dia 13/06, eu e o Tchula estivemos no H2 Club pra jogar o 5K Garantido, R$50 com rebuys, o torneio dos domingos no H2. Eu caí empurrando de 32off (lol) quando o big deu limp no meu blind, o cara deu um call muito fraco de 12bbs com 67s, puta troxa! Mas o Tchula estava jogando extremamente sólido, e fincou a bandeira de Ilha Solteira fazendo seu primeiro ITM live, ficando em sexto lugar num torneio com field de 38 jogadores. Belo resultado, anunciando que melhores estão por vir!

E ontem foi o dia do meu primeiro ITM live, que recebi sem euforia, pois sei o quanto meu jogo está crescendo, e os resultados são consequência. O torneio foi o Second Chance da quinta etapa do CPH, com buy-in de R$300 e field de 41 jogadores. Puxei um quinto lugar, depois de chegar em terceiro na FT, à direita dos líderes do torneio. Eu estava literalmente espremido, entre bons jogadores com stacks maiores, o que dificultou muito meu jogo, e a sorte também não foi das melhores. Mas é assim, vamo que vamo rumo às maiores cravadas da história!!!
(detalhe: o bolha, que caiu em sétimo, foi o imbecil do 67s que havia me eliminado no 50 com rebuys. Foi tão bom rejeitar um acordo pra ele! lol)

O volume de resultados online vai cair bastante, pois estou migrando para os sitgos, mas espero postar muitos resultados live até o final do ano, junto com Tchula que vem me falando dessa nova etapa há pelo menos 2 anos!
VAMOOOOOOOOOOOOOOOOO!!

terça-feira, 22 de junho de 2010

ISSOOP Etapa 4

E aí mininada do IPN!

Vai rolar a Etapa 4 do ISSOOP na próxima terça-feira.

Estrutura:

buy-in: $5+1
10 min blinds
deep stack (3.000 fichas)
ID: 168416389 ou Torneio --> Privado --> ISSOOP Etapa 4
senha: IPN2010
data: 29/06 (terça-feira) - 20:05 hs

Mesmo esquema dos anteriores para compra/venda de cash.

Bora pro golpe!

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Teorias Mirabolantes - Parte 2

"O jogador superagressivo não é aquele que empurra mais rápido. "

sábado, 12 de junho de 2010

Teorias Mirabolantes - Parte 1

"Abaixo de $100, não existe administração de bankroll. "

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Carta Aberta a Todos Vocês

Eu tenho um vício muito imbecil quando escrevo que é o de colocar título no texto antes mesmo de escrevê-lo, e geralmente quando faço isso não por acaso a narrativa fica presa, e sem muita surpresa, ruim. Isso estava acontecendo de novo, quando eu colocava o título deste post: "Me 2: The Próximo Step (Eu 2: O Next Passo)". Imagino que o pessoalzinho que entende um pouco de inglês e de lógica leu o segundo dois como two, e quem entende de gramática entendeu a brincadeira das parônimas, mas isso é completamente irrelevante haja visto esse não ser o título deste texto. No momento eu ainda não sei qual vai ser, mas o leitor já sabe, e isso é bastante intrigante do ponto de vista metafísico, uma vez que antes de mim neste ponto do texto, o leitor já sabe o título que darei a ele quando estiver concluído. Refletindo agora sobre isso, acho que esse é o caráter do meu vício, tornar a minha experiência o mais próximo possível da do leitor, uma vez que ao escrever, estou lendo minha mente, e a sequência natural dos textos é que seus títulos venham primeiro, mas escolho o contrário desta vez por motivos vários entre eles minha busca por eliminar todos os vícios em mim, e para não conceber algo condicionado a um paradigma de cabeçalho.

Ao ponto.

Esta semana, que começou domingo ontem 06/06/2010, tomei a decisão mais acertada não é a palavra, convicta também não mas quase, talvez sóbria passe perto ou muito longe, busco, busco, busco, qual seria essa palavra que descreve a alma da minha decisão... (tempo passando)... verdadeira me chamou coerente! Coerente! Coerente com tudo o que penso, sinto, sou, intuo, transmito, transpiro, vivo. A decisão mais co-e-ren-te de toda a minha vida. Tive uma conversa (quase) definitiva com meus pais a respeito do meu futuro, em que tudo que foi dito deveria mesmo ter sido dito, mas o segundo ponto destacado por mim foi colocado em xeque, e ao final da conversa eu abri mão do que realmente quero: jogar pôquer profissionalmente.
As resoluções não me agradaram mas naquele momento eu fiz que sim. A propósito em primeira mão para vocês: eu não vou ser engenheiro. Acabei de abandonar a engenharia. Demorei demais para tomar essa decisão e agora que aconteceu, parece que um caminhão carregado de pedras e aço saiu das minhas costas. Estou aliviado.
Nunca antes em toda a minha vida eu tive certeza do que eu realmente queria. Minha mãe me disse durante a conversa: mas Saulo, você não sabe o que quer da vida! Errado mãe! Agora eu sei! E vou seguir a minha intuição, infelizmente para desgosto de vocês. Eu sei que esse desgosto vai ser momentâneo, pois quando a gente faz o que gosta e é feliz, nossos pais também ficam felizes. Eles só querem o nosso bem.
O caminho que escolhi vai ser de poucas rosas e muitos espinhos. A profissão de jogador de pôquer é muito nova, e ainda esbarra em muito preconceito e desinformação.

A questão da moral: - Eu não acho certo você viver às custas da desgraça dos outros. Enquanto você ganha, outros estão perdendo.
Esse argumento é falho, uma vez que ganhar e perder faz parte da estrutura capitalista. Para alguém fazer dinheiro no mercado de ações, pessoas perdem. Ou vocês acham que dinheiro se cria do nada? Pessoas são demitidas e empresas quebram; para um industrial obter o lucro desejado com sua empresa ele tem que pagar menos do que os funcionários merecem, ou seja, está tirando dinheiro deles, esse é o conceito de mais-valia; quando você vê alguém desesperado vendendo um carro que vale pelo menos 30 mil reais por 24 mil, por acaso você diz ao vendedor: "olha, eu sei que você está desesperado, mas seu carro vale 30 mil e é isso que eu vou pagar por ele"? Não, você está se aproveitando da situação, e isso é totalmente aceitável! Você ainda colhe os louros de ter feito "um grande negócio". Você desgraçou a vida daquela pessoa, mas sai com a sensação de que a ajudou. Quer saber? É exatamente assim que eu me sinto ao ganhar uma mão quando preparo uma armadilha para o adversário: eu fiz a ele o favor de mostrar uma deficiência em seu jogo, e se ele for inteligente não irá repetir o mesmo erro. Acontece que isso tudo está tão engendrado na sociedade que ninguém mais percebe.

A questão do vício: - Você está viciado nisso, mas não consegue enxergar!
Não há como discordar do fato de que qualquer tipo de jogo pode viciar. Video-game, RPG, bocha, futebol... baralho então nem se fala! Muitas pessoas se tornam compulsivas e acabam prejudicando suas vidas e de seus familiares dispendendo energia, tempo e dinheiro além dos limites do aceitável em seus jogos. Acontece que todas as pessoas que pratiquem o pôquer, irão sofrer em algum momento essa crise de compulsividade caso se interessem profundamente pelo jogo. Eu já sofri. Mas um dos pré-requisitos para você pensar em se profissionalizar é ter superado essa fase. Por dois motivos: primeiro é saber selecionar os jogos e horários que se mostram mais lucrativos pra você, aqueles que têm os piores jogadores ou o período do dia em que você se sente melhor jogando. O outro motivo é saber identificar os dias em que você não está bem emocionalmente e parar. Compulsividade para o profissional é sinônimo de prejuízo. Ser viciado e compulsivo não é saudável, e no caso do pôquer tem poucas chances de ser lucrativo.

A questão da falência: - Mas você pode passar 10 anos ganhando e um dia perder tudo!
Esse pensamento está definitivamente ultrapassado. Todo mundo já ouviu inúmeras histórias de parentes ou conhecidos que "perderam tudo no jogo" e desgraçaram suas famílias. Não questiono a veracidade dessas histórias, isso realmente pode ter acontecido e ainda vai acontecer a muitas pessoas. Mas hoje em dia, um dos requisitos fundamentais para o sucesso do jogador de pôquer é saber administrar seu bankroll (caixa disponível para jogar) com inteligência. Por exemplo, se um jogador com um bom desempenho no nível escolhido investir sempre de 0,25 a 1% de seu bankroll em cada torneio, a chance de falência é zero! Ele pode suportar uma sequência improvável de 30 derrotas seguidas sem que isso afete sua estabilidade emocional, pois administrativamente ele está fazendo a coisa certa, e seu bankroll ainda está lá, pronto para ser investido. Quando o caixa diminui, devido à oscilação natural do jogo chamada pelos matemáticos de variância, o jogador diminui o valor médio das entradas que compra, até que a situação se estabilize novamente. E para aqueles que estudam e se dedicam, a situação tende sempre a melhorar no longo prazo. Nenhum jogador que faça sua vida no pôquer coloca tudo a perder em cinco ou seis tiros, pois se fizer irá falir.

A questão da legalidade: - Você é louco de querer viver de pôquer, ele pode ser proibido a qualquer momento!
Improvável, mas isso teremos que pagar pra ver. A cada dia que passa a comunidade do pôquer vem acumulando mais e mais vitórias. A lei a que os repudiadores do jogo se referem quando combatem a atividade é o antigo artigo 50 do Decreto-Lei no 3688 de 1941, que proíbe a prática de jogos de azar no Brasil. Segundo ele consideram-se jogos de azar: a) o jogo em que o ganho e a perda dependem exclusiva ou principalmente da sorte; b) as apostas sobre corrida de cavalos fora de hipódromo ou de local onde sejam autorizadas; c) as apostas sobre qualquer outra competição esportiva.
Mas para se ter uma idéia de como esse artigo não se aplica ao pôquer e precisa ser revisado, numa ação movida em março no Espírito Santo, contra uma agremiação de Texas Holdem (que é a modalidade mais praticada de pôquer), quando a polícia invadiu um torneio e apreendeu os materiais do clube, constrangendo os praticantes e levando os organizadores a prestar esclarecimentos, a justiça capixaba deu parecer favorável à atividade, pois ficou provado o que já é sabido pelos adeptos. Com a apresentação de estudos e livros sobre o esporte, a defesa demonstrou que o Texas Holdem é um jogo onde a habilidade do jogador prevalece sobre a sorte, uma vez que variáveis como memorização, noções probabilísticas, paciência, tática e estratégia são determinantes para uma vitória em proporções muito superiores à sorte, abrindo um precedente para futuras decisões semelhantes no Brasil. Muitas decisões desta natureza já ocorreram na maioria dos estados dos EUA. Em abril o pôker foi reconhecido pela International Mind Sports Association como esporte da mente e se juntou à esportes clássicos de confederações poderosas como o xadrez e o gamão. Na Rússia e na Ucrânia já é reconhecido oficialmente como esporte. Na Itália houve a regulamentação do pôquer online. Cabe a nós apaixonados darmos coro e sermos ativistas da regulamentação definitiva de nossa atividade. Vai ser difícil pois o preconceito, a desinformação e a ignorância reinam na sociedade e não seria diferente entre nossos legisladores. Mas história sempre nos mostrou que a razão humana, cedo ou tarde, triunfa sobre a ignorância.

Tenho um sonho e lutarei por ele. Sei também que apenas o segundo grau completo não me deixaria realizado mesmo que eu me tornasse multimilionário da noite para o dia, e por isso vou continuar estudando. Publicidade e Propaganda é uma área em que poderei dar vazão à minha criatividade e futuramente poderá ser ajustada à minha grande paixão que é o pôquer, podendo inclusive ocupar um espaço maior em minha vida do que ele. Com dedicação integral ao jogo, hoje tenho condições de me sustentar e inclusive pagar uma faculdade. 40 a 50 horas por semana é o que eu gastaria num emprego convencional – fora os translados de ônibus ou metrô – para ganhar 4 ou 5 vezes menos do que vou ganhar jogando. Me parece burrice. É claro que se o emprego for na área de publicidade, estou disposto a trabalhar até de graça, e aí tenho certeza de que meus pais não vão hesitar em me dar uma mãozinha. Caso contrário, meu emprego será grindar quatro a oito mesas, oito horas por dia, seis dias por semana, o fascinante Texas Holdem.

De agora em diante tudo que peço a Deus é que saúde nunca falte, que a sorte eu mereça e que a sabedoria em mim impere.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Frase do Dia

"Não entendo de signos, entendo de sitngos."